7/22/2017

Seca no Rio Tocantins já afeta economia regional, e o abastecimento de água em Imperatriz


O superintendente municipal da Defesa Civil Chico do Planalto, que nas últimas semanas tem monitorado tecnicamente  o nível do Tocantins, declarou que o rio baixou mais ainda. Ontem o nível estava 2,54 metros abaixo do considerado  normal.

 “O pior é que  não temos localmente o que fazer.  As  hidrelétricas de  Lajeado e  Serra da Mesa estão operando com menos  de 20% de sua capacidade e a de Estreito, também com deficiência, tem operado para compensar a deficiência das duas” informou.

Chico do Planalto tem se comunicado diariamente com Estreito. Segundo ele a orientação  superior que  o consórcio que administra aquela UH  tem recebido é que mantenha a situação inalterada no que se refere à operação de suas comportas  para não comprometer a geração de energia elétrica. 

“Só mesmo uma atuação {política nacional} para que seja encontrada  uma saída para esse problema que já começa a provocar terríveis prejuízos” informou o superintendente. Ele ressaltou que com  esse quadro, considerando a distância que ainda  há para o  período chuvoso, a tendência é de a situação se agravar.
Um “retrato falado do problema” é possível de ser feito  rapidamente a partir das entrevistas do superintendente aos meios de comunicação. Ele informou que praticamente todas as praias da região  nos últimos dias dobraram de tamanho; entre elas a do  Cacau, a do Meio, onde  hoje é possível chegar a pé,  a do Urubu e a da Viração.  

A reportagem verificou, in loco, que os pequenos barqueiros que  em anos anteriores nessa mesma época do ano reforçavam o orçamento  levando banhistas até a Praia do Meio estão parados porque muitos deles se  aventuram a chegar até ela  caminhando.
Nos últimos dias a “seca no rio Tocantins” tem sido um dos assuntos mais discutidos nas redes sociais.  São depoimentos, desabafos, críticas ao silêncio das autoridades, pedidos de socorro,  músicas,  e centenas de fotografias. Um vídeo musical/denúncia  de um compositor de Tocantinópolis (TO) uma das cidades ribeirinhas mais afetadas por essa situação, ontem às 16 horas contabilizava 43.853 visualizações.  Naquela cidade o meio do rio hoje pode ser acessado a pé.

Prejuízos

A alteração no volume do rio já impede  a circulação  dos barcos de médio e grande porte. Em alguns lugares, como na Serra Quebrada, e no Imbiral, segundo  o superintendente da Defesa Civil Chico do Planalto, só passa “rabeta” e se o piloto tiver muita habilidade. Com isso, algumas comunidades ribeirinhas  que ainda usam o rio como transporte,  podem sofrer com a falta de abastecimento de gêneros alimentícios.

“A pesca  praticamente não existe mais. Se antes o pescado era difícil agora  com baixa do rio, os pescadores artesanais  não conseguem mais nada” comentou Planalto.
Abastecimento de água- Em Imperatriz, e não é de agora, a queda no volumem de água no Rio Tocantins tem afetado o abastecimento de água em alguns bairros da cidade. O diretor regional da Caema Rafael Heringer em recente entrevista declarou que para suprir essa deficiência o governo do Estado havia licitado a compra de novas bombas para turbinar a captação e distribuição da água.

Ontem Rafael Heringer  confirmou que houve uma melhoria muita grande no sistema  de Imperatriz com a aquisição e instalação  de três bombas, contudo,  com essa baixa repentina do rio  “voltamos a ter problemas e precisamos de um quarto equipamento que embora, providenciado,  só deve  ser instalado daqui a  15 dias” informou.